sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fuck everybody


Odeio quem grita sem motivo

Odeio coisas pegajosas

Odeio pessoas que acham que têm sempre razão

Odeio ficar sem controlo

Odeio calor

Odeio não conseguir odiar algumas pessoas

Odeio andar de autocarros

Odeio pêlos

Odeio a Di e o namorado gordo dela

Odeio haxixe e cannabis e derivados

Odeio que a Di me tenha roubado a Sarah(minha amiga e amiga da Di)

Odeio quem acredita em crenças que nunca questionou

Odeio vuvuzelas

Odeio Ice Tea

Odeio coisas industrializadas sem informação nutricional

Odeio que me digam para ter calma

Odeio fazer planos

Odeio narizes

Odeio que me desprezem

Odeio quem crava cigarros e pastilhas

Odeio quem acha que sou baldas

Odeio quem me manda calar

Odeio as minhas notas

Odeio ser impulsiva



segunda-feira, 28 de junho de 2010

tudo deveria estar bem

Ao longo do tempo, desde de 2008, desenvolvi as maneiras mais discretas para fazer tudo. Aos poucos todos pensavam que eu estava bem, ou melhor pelo menos. Consegui, todos ficaram "felizes" mas eu continuo triste.
Ultimamente tenho pensado muito nisto, e acho que desenvolvi maneiras bizarras de lidar com tudo, de esconder tudo, de acabar comigo lentamente e sem atrair atenções.
Tudo isto não valeu a pena, estou mais preocupada com o que os outros vão pensar disto ou daquilo, e pior, muito pior...
Estou sempre naquela "será que ele acreditou mesmo na história de que caí?" ; "será que ela reparou que estou nervosa?"; "Será que alguém desconfiou da minha demora no WC".

Ahaaaaaaa... sou tão ridícula e infantil....
Até quando vou ficar á espera de que alguém me tire daqui? Eu sei que nunca terei coragem para assumir tudo...
Pior, eu nunca consegui assumir nenhum problema.
Eu nunca vou ganhar nada com isso. Só vou ficar cada vez mais triste e preocupada que alguém saiba disto, ou daquilo, vou morrer nos meus ridículos mistérios.
Eu devia crescer e parar de ser assim. Eu simplesmente odeio-me mais a cada dia que passa. Odeio as minhas atitudes de rebelde/mentirosa/egoísta/criança.

Eu devia parar com este jogo, afinal, já tenho 16 anos. Já devia ter coragem para assumir que está tudo mal.
Mas, e a coragem?

domingo, 27 de junho de 2010

como se eu ainda me importasse

"Uma bebedeira detona inúmeros neurónios.

MITO - É fato que o álcool se infiltra, pela corrente sanguínea, nas células do sistema nervoso central, provocando um efeito inibidor e causando uma amnésia – resultado de uma intoxicação intensa e de falta de concentração. Mas não chega a matar neurónios."


Estou um pouco mais tranquila por sabe. Será que com outras drogas também é assim ?

Alone

Dizem que se me isolar é pior. Eu gosto de me isolar.

Quando estou sozinha posso fazer tudo o que quero, normalmente isolo-me no meu quarto. Lá não há comida, por isso não a vou comer, aliás, nem tenho comida em casa (isto não quer dizer que a minha família passe fome, só não comemos em casa porque temos um bar e come-mos lá)... Posso pensar sem que interrompam o meu raciocínio com coisas parvas, posso ver filmes e ler livros sem que ninguém me interrompa, posso dormir (embora raramente o consiga fazer), até posso falar com alguém se me apetecer, basta ligar para quem quero.
Posso fazer coisas que só faço sozinha.

Eu sozinha posso, tenho controlo. No entanto, isto torna-me anti-social !

sábado, 26 de junho de 2010

Breathe Me; Thirteen

Eu considerava-a uma amiga verdadeira, ela sabia e sabe tudo sobre mim.[vou chamar-lhe Di, no blog]
Além da Di tenho outra melhor amiga, aquela amiga desde de sempre[vou dar-lhe o nickname de Kate]... eu gosto muito mais da Kate, mas ela não sabe da Bulimia. Só a Di sabia, mais ninguém. Devido a vários conflitos chateei-me a sério com a Di e é impensável voltarmos a falar uma com a outra. Ela odeia-me, tenho medo que ela conte a alguém sobre os meus episódios horríveis de comer e descomer em seguida tudo o que via pela frente.
Sempre que alguém me diz algo do género "Tenho que falar contigo." eu fico super nervosa, com medo que ela tenho contado isso a alguém e que me venham falar sobre isto. Seria o meu fim, acho que era desta que me matava. Tenho muita vergonha, e ultimamente estou sempre ansiosa, com medo que ela fale disto a alguém.